Publicidade na Internet avança e passa a TV no Reino Unido
outubro 2, 2009
O mês termina com a notícia das versões eletrônicas do The Guardian e The Financial Times nesta quarta-feira (30) atestando que o Reino Unido tornou-se a primeira grande economia em que os anunciantes gastam mais em publicidade na Internet do que na publicidade televisiva nos primeiros seis meses do ano.
O Guardian destacou que a internet já responde por 23,5% de todo o dinheiro gasto em publicidade no Reino Unido, enquanto a TV responde por 21,9% dos orçamentos de marketing. Já o econômico FT.com descatou a declaração de Peter Scott, presidente e executivo-chefe conjunta Engine Group, uma das maiores do Reino Unido, grupos de agência independente de publicidade — é um momento da história. Marca um ponto quando as coisas não vão voltar a ser como eram. A mudança da tecnologia e da fragmentação da mídia não vai parar — disse.
A notícia nos sites internacionais repercutiu no Brasil, o blog Toda Mídia, da Folha Online e vários perfis brasileiros no twitter comentaram o assunto nessa manhã.
A saber, o Reino Unido não é o primeiro país onde a internet ultrapassou a TV em gasto com publicidade, a Dinamarca atingiu a marca de cerca de seis meses atrás. Mas é a primeira grande economia registrar essa mudança.
Aprendendo com Barack Obama: Estratégias digitais para as eleições 2010
setembro 30, 2009
Enquanto Hillary Clinton, esposa de um ex-presidente americano, e John McCain, um respeitado senador americano, pensavam como iriam se enfrentar na disputa eleitoral americana, surge um jovem afro-americano, nascido em Honolulu, Havaí, com sobrenome árabe, que sai do quase anonimato para tornar-se o 44º presidente americano, com uma estratégia de campanha fortemente baseada em redes sociais, mensagens de celular, voluntários e micro-financiamento.
Mas, apesar do grande feito de Barack Obama, a maioria das pessoas desconhece o que de fato aconteceu nos Estados Unidos, e o que contribuiu para a sua eleição.
O que Obama e sua equipe fizeram com redes sociais e com a tecnologia móvel, já era feito por ele quando trabalhava em Chicago como líder e advogado comunitário na década de 90: mobilizar voluntários por uma causa justa. O que ele fez em Chicago durante seis anos para pequenas comunidades, ele conseguiu reproduzir em menos de 18 meses por todo os Estados Unidos durante as prévias e, depois, na campanha presidencial.
O que de fato mudou nestes 18anos, entre sua formatura em Harvard e sua posse como Presidente dos Estados Unidos da América, foram os meios e as tecnologias, que viabilizaram a velocidade, abrangência e a eficácia necessárias para implementar aquilo que Obama sabia que funcionava com o povo americano.
O grande mérito do atual presidente americano, que mudou a forma de se fazer política no seu país – e mudará em todo o mundo – , foi o de ficar atento à evolução dos meios, mídias e tecnologias, para usá-los, assim que fosse viável e necessário, a seu favor e, mais importante, antes que seus concorrentes tivessem coragem de fazê-lo.
Pense nisso: A grande questão é estar atualizado, ter visão e coragem de implementar uma nova ação digital antes dos seus concorrentes. Esse é o diferencial competitivo do novo milênio.
Obama começou sua campanha com uma quantidade ínfima de recursos financeiros e operacionais mas, por ter adotado as tecnologias certas no momento certo, ao final da campanha já tinha captado, com doações de campanha, mais que o dobro do que seu concorrente conservador, John McCain.
Então não interessa se neste momento você é um grande político de abrangência nacional, ou um pequeno candidato de um pequeno partido, prepare-se para o que vem por aí e passe na frente de todos.
Mas vamos aos pontos fundamentais da campanha de Barack Obama e que podem ser aplicados no Brasil na campanha eleitoral de 2010:
1. Seja social: As mídias sociais permitem criar relacionamentos duradouros com uma legião de seguidores. Não se trata de invadir o Twitter ou Orkut com mensagens publicitárias, mas permitir que as pessoas se organizem e transmitam voluntariamente sua mensagem através delas. As mídias sociais permitem que você se apresente diretamente ao eleitorado, com um custo muito mais baixo e um impacto muito maior que o da publicidade tradicional. Durante a campanha eleitoral americana, a equipe de Obama esteve presente em todas as principais redes sociais, disponibilizando material e informações para os milhares de voluntários engajados na campanha. Lembre-se de que o brasileiro já passa três vezes mais tempo na Internet que na televisão, e mais de 80% dos Internautas participam de alguma redes sociais.
2. Seja ágil: O celular é um sucesso inegável, e se tornou uma plataforma móvel para interação, navegação e envio de mensagens de texto. Assim é possível criar uma estratégia de e-mail marketing móvel, ou SMS marketing, que mobilize os voluntários e o eleitorado na campanha. Não se trata de enviar mensagens não solicitadas para milhares de pessoas, mas sim de criar uma base de voluntários que pode ser acionada de forma ágil e barata. Quando Obama iniciou sua corrida eleitoral nas prévias do partido democrata ele contou com um aliado poderoso: seu BlackBerry. A equipe de Obama cadastrou milhares de voluntários e obteve seus números de celular. A partir daí usou as mensagens SMS para distribuir tarefas, que incluíam o contato com os amigos e a obtenção de novos números de celular para aumento da base de voluntários. Antes de cada prévia os celulares dos eleitores de cada região recebiam mensagens com informações das ações necessárias e o que cada um deveria fazer. A mobilização e a agilidade alcançadas com as mensagens SMS, enviadas para os telefones celulares de milhares de voluntários, foram decisivas.
3. Seja transparente: Criar um ambiente na Internet que permita ao eleitor acompanhar a campanha, contribuir para seu candidato, e interagir com o partido, leva naturalmente ao voluntariado, à transparência, e ao micro-financiamento. O site My.BarackObama.com reproduziu as ferramentas de sucesso do Facebook e serviu a dois propósitos: Criar uma estrutura de micro-financiamento, onde voluntários se dispunham a arrecadar pequenas quantias para a campanha, e criar um ambiente de divisão de tarefas e atividades, onde os voluntários sabiam o que tinham que fazer antes mesmo da chegada da comitiva e do candidato a sua cidade. Os dois juntos representaram mais da metade dos recursos da campanha de Barack Obama.
4. Comece já: Nos novos tempos da Internet o volume de informações e a velocidade de troca são imensos. Portanto não adianta começar junto com seus concorrentes. Você deve começar antes de todos, quando ninguém pensa ainda sequer em planejar ações. A campanha de Barack Obama na Internet começou muito antes das prévias do partido, e foi crescendo e ganhando velocidade. Vencer Hilary Clinton, para muitos foi uma surpresa, mas na verdade foi fruto de um trabalho iniciado muito antes de todos os outros candidatos.
5. Seja contínuo: Não seja uma onda, seja um rio. A continuidade das relações e das atividades é fundamental para o crescimento e para a manutenção de relacionamentos duradouros. Os partidos aparecem esporadicamente, e os candidatos, que não estão no poder, só aparecem durante as campanhas. Criar um movimento contínuo, que junte eleitores e voluntários em torno de suas ideias, e na sua luta, ajuda a criar uma base forte e sólida. O site My.BarackObama.com continuou a existir mesmo após as eleições. Ele agora tem outras funções, mas mantém acessa a chama, o entusiasmo e a interação com seus eleitores.
A estratégia da campanha de Barack Obama e sua aplicação às eleições brasileiras de 2010 vão muito além deste artigo. Mas ele serve para lhe dar uma visão ampla do que pode ser feito. Se você quer um conselho final: Não espere, comece já. Quanto antes você iniciar, menos recursos vai investir e melhor será o resultado.
Fonte: Imasters
Internet + Pirata = crime ou um golpe de marketing?
setembro 25, 2009
O Julio Sonsol, autor do blog Questão Fundamental, estava decidido a criar uma ONG com o título MODELA (Movimento em Defesa do Livre Acesso à Cultura Digital), não sei se isso foi mesmo concretizado, mas o objetivo desta, seria defender o que vem sendo equivocadamente dito como pirataria.
Eu acho muito interessante essa iniciativa, até porque, desde o início, quem construiu a era digital foram os próprios usuários, empresas, empreendedores, interessados e curiosos.
Eu sei que tem o lado pirata da história. Não querendo referir-se especificamente do “pirateamento” de músicas, filmes, jogos e etc. Mas sim, daqueles que têm a má intenção ao criar uma página clonada de um site de banco, mandar spams, vírus e spywares no seu e-mail, incentivar a pornografia infantil, ao praticar crimes por intermédio da internet e mais um monte de crimes que atingem diretamente uma pessoa física. Porque esse tipo de crime é o maior problema. Agora piratear algum software, música, filme e etc, não é nada legal, mas você estará atingindo uma empresa (no caso de uma música, a gravadora) e não uma pessoa física.
Eu desconhecia o caso do filme Wolverine na época, mas no tópico do blog Questão Fundamental fiquei sabendo que o filme Wolverine teve uma cópia pré-finalizada disponibilizada na Internet. Downloads se multiplicaram e muitos puderam ver a obra antes do lançamento pelo cinema. Ao contrário de esvaziar as salas de projeção, o que seria uma pirataria foi um golpe de marketing. A moral da história é que, só na primeira semana o filme Wolverine faturou US$ 87 milhões batendo todos os recordes de bilheteria da história. Muita coincidência, não? O mesmo aconteceu com Tropa de Elite, que também foi pra rede antes da tela e também se transformou em campeão de público no Brasil, o maior de todos de 2008.
A minha conclusão é que, não é necessário que exista regras muito especificas para a internet, a política deve saber até onde ir quando se cria uma lei ou restringe algo na internet e os usuários devem seguir em frente. Mas sempre respeitando uns aos outros e fazer da internet uma fonte de informação, um caminho para a comunicação e uma porta aberta para o empreendedorismo.
Votem nessa enquete ou escrevam uma nova opinião sobre o tema:
Abraços,
Lucas Martins.


